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CNA planeja usar reconhecimento facial para rastrear gado no país. Não faltam tecnologias para garantir transparência na cadeia

No Brasil, os brincos já são usados desde a década de 1990

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) vai testar, ainda em 2023, o uso da biometria facial de bovinos como ferramenta de rastreabilidade individual do gado no país. A notícia foi dada em primeira mão em reportagem do ((o)) eco, que  entrevistou o coordenador de produção animal da CNA, João Paulo Franco da Silveira. Segundo ele, a expectativa é de que até o final do ano o sistema já esteja implementado em fazendas piloto espalhadas pelo país.

A novidade é importante. Mas não faltam tecnologias para rastrear o gado. Os brincos na orelha dos bois são uma prática antiga. Não há uma data precisa de quando os brincos para gado começaram a ser usados no mundo, mas há registros de que eles já eram utilizados na Europa desde o século XVIII, como forma de marcar a propriedade dos animais. No Brasil, os brincos são usados desde a década de 1990, com a criação do Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina (Sisbov). 

“O reconhecimento facial anunciado pela CNA é mais uma tecnologia. Já falaram de chips implantados, chips ingeridos, chips com GPS, blockchain. Você pode escolher”, comenta Alexandre Mansur, diretor de projetos do Mundo Que Queremos e um dos coordenadores do Radar Verde. “Tem tecnologia para todos os gostos e todos os bolsos. O desafio está mais na adoção em larga escala para rastrear o gado e barrar quem cria em áreas invadidas ou desmatadas ilegalmente!”, completa.

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