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resultados RADAR VERDE 2026 - AMAZÔNIA LEGAL

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Varejistas

Em 2026, o maior acesso às informações públicas não se traduziu em avanços no controle da cadeia da carne pelos varejistas avaliados no Radar Verde. Apesar do aumento expressivo no número de empresas com sites ativos, o controle permanece muito baixo na grande maioria do setor, e houve redução no número de varejistas com evidências públicas de controle sobre fazendas fornecedoras diretas. O cenário reforça a necessidade de transformar compromissos em mecanismos efetivos de monitoramento, rastreabilidade e verificação ao longo da cadeia. 

  • Dos 100 varejistas avaliados, 98% permanecem no nível inicial de controle da cadeia, considerado muito baixo. Apenas uma empresa alcançou o nível intermediário e uma o nível baixo; nenhuma atingiu os níveis alto ou muito alto em 2026.
  • Carrefour, Assaí e GPA foram os únicos varejistas que pontuaram na avaliação de 2026, masapresentaram diferenças importantes no nível de comprovação da implementação de suas políticas.
  • Caiu de três para dois o número de varejistas com evidências públicas de controle sobre fazendas fornecedoras diretas. Em 2026, apenas Carrefour e Assaí apresentaram evidências suficientes, enquanto o GPA deixou de comprovar esse controle devido à ausência de relatório de sustentabilidade atualizado.
  • A transparência digital avançou significativamente: 93 das 100 maiores redes possuem sites ativos em 2026, ante 76 em 2025, mas essa maior presença online não se traduziu em avanço no controle da cadeia da carne.

Frigoríficos

Os resultados de 2026 mostram um cenário de avanços pontuais, mas ainda com importantes limitações no compromisso do setor frigorífico com o combate ao desmatamento. Embora tenha havido crescimento na adoção de políticas e no controle das fazendas fornecedoras diretas, especialmente em comparação com 2025, o desempenho geral permanece baixo e o controle das fazendas fornecedoras indiretas continua sendo o principal desafio. Os dados também revelam uma ampliação significativa na realização e na disponibilidade de auditorias independentes, mas persistem lacunas de transparência e irregularidades que variam entre os estados. Os principais resultados são apresentados a seguir.

  • 134 empresas frigoríficas ativas foram avaliadas em 2026, responsáveis por 171 plantas na Amazônia Legal e correspondendo a aproximadamente 94% dos abates realizados na região em 2025.
  • 81% das empresas (109) apresentaram Grau de Compromisso Contra o Desmatamento muito baixo, enquanto 19% (25) foram classificadas como baixo. Nenhuma atingiu as categorias intermediária, alta ou muito alta no resultado geral.
  • Apesar do resultado geral ainda baixo, houve melhora no controle das fazendas fornecedoras diretas: o número de empresas na categoria Alto passou de 12 para 16, as Intermediárias de 6 para 14 e as Baixas de 4 para 24 entre 2025 e 2026. Ou seja, algumas empresas que não apresentavam nenhuma política contra o desmatamento passaram a assumir mais compromissos.
  • A proporção de empresas com desempenho muito baixo entre as fazendas fornecedoras diretas caiu de 85% em 2025 para 60% em 2026, indicando um pequeno avanço nos compromissos dessas empresas.
  • O principal gargalo permanece nas fazendas fornecedoras indiretas: nenhuma empresa comprovou, por meio de auditorias independentes, controle satisfatório sobre esse elo da cadeia.
  • 66 empresas possuíam resultados de auditorias independentes (contratadas ou automáticas) em 2026: 29 provenientes de auditorias contratadas pelas próprias empresas e 37 de auditorias automáticas realizadas pela UFMG e pelo MPF.
  • O número de empresas com resultados de auditorias independentes cresceu expressivamente, passando de 13 em 2024 para 41 em 2025 e 66 em 2026.
  • A existência de um resultado de auditoria não significa, necessariamente, que o frigorífico tenha contratado auditoria ou seja signatário do TAC da Carne, pois parte dos resultados provém de auditorias automáticas realizadas pela UFMG e pelo MPF.
  • A transparência sobre os fornecedores ainda é limitada: apesar da previsão, nos TACs, de divulgar a lista das fazendas fornecedoras, apenas uma parcela dos frigoríficos disponibiliza essas informações publicamente.
  • As principais irregularidades identificadas nas auditorias independentes variam entre os estados: no Acre e no Pará, destacaram-se não conformidades relacionadas ao CAR (ausência de CAR ou alterações nos limites do CAR); no Amazonas, embargos ambientais; e no Mato Grosso, Rondônia e Tocantins, irregularidades na produtividade.
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